terça-feira, 31 de agosto de 2010

A maior lição de Albert Einstein

"A coisa mais bela que podemos vivenciar é o mistério.Ele é fonte fundamental de toda verdadeira arte e de toda ciência. Aquele que não o conhece e não mais se maravilha, paralisado em êxtase, é como se estivesse morto: seus olhos estão fechados.Eu quero saber como Deus pensa.O resto... são detalhes." (Albert Einstein)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Um pouquinho da tarefa que Jesus me deu...

Segue abaixo um pequeno vídeo da EBF (Escola Bíblica de Férias) ou Colônia de Férias que tivemos no último Projeto Missionários Voluntários / IPN em Aurilândia-GO.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Florescendo na seca

Nos últimos dias temos sofrido com a intensa seca no DF e Goiás. Segundo as pesquisas, a umidade relativa do ar já foi a menos de 10%! E não é difícil perceber que, apesar de estarmos no período próximo à primavera, não há nenhum sinal boas-vindas a esta estação. O que vemos é grama seca, árvores nuas, folhas por todo lado.
Pensando na nossa vida, quando nos deparamos com um contexto de dificuldades, de seca, ar quente, ausência de chuvas e escassez de flores primaveris em nossas vidas, ficamos muitas vezes a questionar: "Onde está o solo fértil, o frescor do clima, o jardim florido da vida cristã?"
Na devocional do dia 22 de agosto de Mananciais no Deserto (Lettie Cowman) há um parágrafo que nos faz pensar: "É comum se pensar que a vereda de fé é semeada de flores; é comum pensar-se que, quando Deus intervém na vida do Seu povo, o faz numa escala tão extraordinária que somos colocados acima do plano das dificuldades. A realidade, entretanto, é que a experiência mostra bem o contrário. A história da Bíblia é pontilhada de provas e triunfos, alternadamente, na vida de cada um dos que formam a grande nuvem de testemunhas, desde Abel até ao último mártir que houver."
Um destes de história marcante é Jó. O exemplo deste homem de séculos atrás ainda se reflete em milhares de vidas hoje. Quer seca pior do que a que ele passou em sua vida?! Perdeu tudo (bens, filhos, saúde) e ainda teve que suportar a acusação de seus supostos amigos e a insensatez de sua esposa. Que deserto! Foi um tempo de dor, de sofrimento, de depressão, mas também de reflexão, de arrependimento, de perdão, de fidelidade e de total dependência do Senhor.
Deus estava trabalhando na vida de Jó através do seu sofrimento e, por meio dele, Jó experimentou fortemente a presença graciosa do Pai. Flores surgiram no deserto da vida de Jó! Quando ele se humilhou diante do Senhor, aceitando a provação com paciência (flores geradas para si - experiência com Deus) e perdoando seus amigos (flores para os outros), então Deus mudou sua sorte (chuvas de bênçãos).
Devemos sentar e esperar as chuvas para, então, florescer? Não. Veja que as flores surgiram na vida de Jó ainda durante seu sofrimento. Assim pode ser nos nossos desertos também.
"A PRESENÇA DE CRISTO É PRIMAVERA NO CORAÇÃO!" (KT)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PAPAI

Dentre tantas qualidades, há algo que sempre me admira em meu pai: a dedicação que ele tem e o sacrifício que não mede por nós, sempre dando um jeitinho de melhorar as coisas. Cuidadoso, carinhoso, esforçado, meu pai sempre esgota as possibilidades para resolver algo que ele considere importante e, se é importante pra nós, se torna pra ele também. Lembro-me que, quando eu tinha uns 16 anos, nos mudamos de Macapá no AP para o sul do Minas Gerais. Na época tínhamos um cachorro e dois gatos em casa. Nossa mudança seria de navio (Macapá-Belém) e depois de carro, puxando um reboque com o restante da mudança. Carregar esses bichanos nessas condições era algo no mínimo complicado, considerando a distância. Mas ele aceitou o desafio, por amor a mim e ao meu irmão que tanto amávamos os bichinhos. Ele tomou todas as providências para levá-los. No meio do caminho, numa de nossas paradas, um dos gatos fugiu e se embrenhou no meio do mato. Meu pai parou a viagem por cerca de 1 hora procurando o gato comigo e, quando viu que não o encontraríamos, acalmou meu coração com uma explicação simples, porém confortadora: "Filha, percebi que por aqui por perto há muitas fazendas. Não se preocupe, ele vai encontrar um novo lar."
Sua aparência simples, esconde um gênio! Por trás de seu jeitinho humilde, há uma admirável inteligência e uma preciosa unção. Sem falar na perseverança e amor exemplares na Obra do Senhor, com o qual dedica já mais de 30 anos de sua vida.
Seriam muitas linhas para descrever suas tantas qualidades e para contar situações que me marcaram por seu amor. Sou muito grata ao Senhor por meu querido pai e como me orgulho dele! (KT)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Desabafo da mulher moderna

(Muito divertido... acho que esse desabafo, salvo os exageros, em algum momento já passou na mente da maioria das mulheres de hoje)

"São 6h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.

Estou tão acabada, não queria ter que trabalhar hoje.

Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até! Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles. Se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas. Aquário? Olhando os peixinhos nadarem. Espaço? Fazendo alongamento. Leite condensado? Brigadeiro.

Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar. Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos da mulher e por quê ela fez isso conosco, que nascemos depois dela.

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária….

Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre “vamos conquistar o nosso espaço”.

Que espaço, minha filha!

Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo a seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer? Agora eles estão aí todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz!

Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim!

E, PIOR, nos largando no calabouço da solteirice aguda. Antigamente, os casamentos duravam para sempre.

Por que, me digam por que, um sexo que tinha tudo do bom e do melhor,que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso… Tava na cara que isso não ia dar certo.

Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas.

Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados e especialidades.

Viramos “super-mulheres”, mas continuamos a ganhar menos do que eles….

Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

Chega!

Eu quero alguém que abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela…

Ai, meu Deus, são 7h30, tenho que levantar!

E tem mais… que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés pra cima e diga “meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?”, pois eu descobri que é muito melhor servir.

Ou pensam que eu tô ironizando? Tô falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna… Troco pelo de Amélia. Alguém mais se habilita? Antes eu sonhava, agora nem durmo mais."

(autora desconhecida)

sábado, 31 de julho de 2010

Servi ao Senhor com alegria... até mesmo cortando cebolas!

Encontrei alegria nas tarefas domésticas.
Desde pequena, brincar de casinha e de boneca era minha maior diversão. Eu tinha uma vassourinha do meu tamanho, com a qual faxinava minha "casinha" e a mantinha sempre em ordem. Lembro que algumas vezes colocava minhas panelinhas e talheres de brinquedo nos armários da cozinha, junto com os da casa. Então, quando minha mãe ia cozinhar, lá estava eu no meio com minhas miniaturas, copiando tudo o que ela fazia. Quando ela separava os grãos de feijão, eu também roubava alguns para prepará-los em minha panelinha; isso quando não inventava umas receitas diferentes com folhas e sementes do quintal. Chegava a atrapalhá-la muitas vezes, mas aqueles momentos tiveram um tempero todo especial na minha vida. E parecia tão bom ser dona-de-casa!
Minha mãe sempre teve o cuidado de me ensinar todos os afazeres do lar e me falava muitas vezes sobre a importância de sermos boas donas-de-casa. Ainda pequena, eu tinha um banquinho ao lado da pia da cozinha que usava quando ia lavar as louças, porque eu nem alcançava a torneira. E assim fui crescendo, aprendendo as responsabilidades que me caberiam como mulher e amadurecendo a idéia sobre como iria ser quando eu tivesse minha própria casa.
O tempo passou e com ele aquelas minhas fantasias de menina. Conheci e me adaptei ao novo ritmo que a sociedade moderna impôs a nós mulheres de hoje (há um texto comum muito legal sobre isso - Desabafo da Mulher Moderna - que ainda vou postar aqui). Estudei, comecei a trabalhar, me formei e, durante esse tempo, ajudava minha mãe com algumas das tarefas de casa. Mas as exigências do lado de fora começaram a pesar tanto que passei a ter cada vez menos tempo e a cooperar cada vez menos em casa, contando muito mais com a compreensão e os cuidados dela. Só que chega uma hora que a responsabilidade de ter crescido te laça e aí, você não pode mais adiá-la. Foi assim comigo quando saí de casa pra ir morar sozinha em outra cidade.
Mesmo sabendo fazer de tudo, não foi fácil assumir uma casa com todos os detalhes necessários para mantê-la sempre em ordem. Enquanto solteira, eu fugi da cozinha, preferi almoçar fora todos os dias. Me casei e o trabalho dobrou (quem casa sabe que no gene da maioria dos homens vem o elemento 'bagunça' impresso). Porém, meu esposo trabalhava como gerente em um restaurante, que maravilha! Pelo menos continuei livre da cozinha e às vezes ainda me beneficiava do cardápio de lá. Dois anos depois, ele saiu desta função e aí acabou meu sossego. Pra completar, pegamos uma cachorrinha muito arteira que soltava pêlo na casa toda. Ai, que aflição! Confesso que foi bem difícil assumir o controle da casa e dar conta dos intermináveis afazeres do dia-a-dia. Por vários momentos a preguiça me pegou e me pus a reclamar por diversas vezes: "Esse serviço não acaba nunca! A gente faz, faz e no outro dia, lá está ele a nossa espera novamente. Ah, que canseira!" Mas a reclamação é como uma cadeira de balanço: te mantém ocupado, porém não te leva a lugar nenhum.
Então, finalmente resgatei o prazer de ser dona-de-casa, agora como "gente grande". Aprendi a lidar com as tarefas domésticas de uma forma diferente. Penso que, servindo ao meu lar, estou agradando ao Senhor e cumprindo com a responsabilidade que Ele confiou em minhas mãos, assim como o faço no trabalho Dele. Cuidar do nosso lar, também se caracteriza como sabedoria e "a mulher sábia, edifica sua casa". Entendi que esse também é um ministério que recebi do Senhor e sei que, quando o faço de coração, estou servindo a Deus e tendo um tempo muito especial na Sua presença. Enquanto cozinho ou limpo a casa, aproveito para ouvir e cantar músicas em louvor a Ele e também para ouvir a Sua Palavra na voz de Cid Moreira (Bíblia em Áudio). Tenho experimentado algo novo com essa experiência e tenho sido bastante abençoada durante esses preciosos momentos. Às vezes a preguiça e a murmuração aparecem e me envolvem novamente, mas tenho sempre que lembrar que devo servir ao Senhor com alegria, até mesmo enquanto corto cebolas para preparar um prato saboroso! (KT)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sobre a vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O dia em que conheci a África

(parte do Diário de Viagem do 1º Projeto Missionários Voluntários da IPN em Guiné Bissau - escrito em julho de 2005)

"Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (I Co. 9:16)
01/07/05
Chegou o grande dia!
Acordamos todos em uma atmosfera diferente; num misto de expectativa, entusiasmo, temor e responsabilidade com a causa a qual nos comprometemos a fazer.
Foram tantos os preparativos até chegar aqui: papéis tramitando, fotos, vacinas, contatos, e-mails, questionários a preencher, ORAÇÕES, notícias e mais orações, muitas orações! Como é bom agora perceber que definitivamente temos o aval positivo de Deus e “eis nos aqui Senhor, envia-nos a nós”.
Então, é hora de nos despedirmos dos nossos queridos. Que gostoso ver tantos irmãos, parentes ou não, unidos conosco nessa empreitada divina. Cada abraço, sorriso, lágrima e olhar manifestaram, de maneira especial, o carinho de cada um. As palavras de incentivo inspiram ainda mais nosso desejo de cumprir o propósito que o Senhor tem designado para nós no outro lado do Atlântico.
Bom, mas está mesmo na hora de partir. Aliás, quase perdemos a hora... Corremos pela via de embarque até o avião, ufa! Foi até engraçado, parecíamos crianças com as mochilas nas costas após o último sinal para que os portões da escola sejam fechados: “Atenção, senhores passageiros, última chamada para o vôo com destino ao Rio de Janeiro!”
Tomamos assento nas poltronas, respirando fundo. São tantas as emoções!..
Aterrissamos na cidade maravilhosa, um pouco mais maravilhosa para mim que para os demais... (por ‘um’ específico motivo que estaria me aguardando no aeroporto e de quem recebi um papelzinho com o versículo citado acima). A espera era pra ser de aproximadamente 2 horas e meia, mas o vôo atrasou mais uma hora.
Novo embarque para Fortaleza, o vôo foi tranqüilo. Descemos do avião e fomos direto para o setor de controle das bagagens. Contamos e recontamos mala por mala, caixa a caixa, eram tantas as bagagens! Só de caixas tínhamos 6 e enormes! Todo nosso material de trabalho e pertences para 22 dias de missões estavam ali, tudo ok! Quase tudo... PM (pastor Marco) descobriu que nossos lugares não estavam confirmados no vôo de Sal para Praia, no país de Cabo Verde.
Que expectativa! Enquanto o PM contatava Brasília para definir nossa situação, nos reunimos em uma rodinha para orar. Qual foi, então, a nossa surpresa quando, olhando de relance para onde estava o pastor, Kalula afirmou: “Resolvido pessoal! O PM está dando sinais de que está tudo ok!” Esse é o nosso Deus, antes mesmo que peçamos, Ele já tem as respostas. Glórias ao Pai!
Subimos para a ala de embarque mas... peraí! Vamos contar o grupo: “1 – PM, 2 – Renato, 3 – Humberto, 4 – Letícia, 5 – Fran, 6 – Kalula, 7 – Izabela, 8 – Keli, 9 - ih... cadê o Conrado?! Procurem o chapéu de palha... Mas o dele ficou com a gente!” Ganhamos esses chapéus assim que descemos no aeroporto e era fácil identificar um MV daí pra frente. Mas o Conrado sumiu sem o tal chapéu.
Entramos na fila apreensivos, estava na hora de embarcar! Nossa sensação era de que estávamos incompletos, até que... lá vem ele, bem tranqüilo e numa boa, sorriso nos dentes: “Desculpa, pessoal, eu tava no banheiro escovando a fossa”. Tudo bem, Conradão, foi por uma justa causa.
A fila era lenta, devagar e parando mesmo. Sem contar que o cansaço de toda euforia era notável no rosto de cada um. Finalmente entramos na sala de embarque. Mais fila. A paciência foi uma virtude bem explorada e aprendida, pelo menos nesse momento em que não havia nada além a fazer a não ser esperar nossa vez. A Fran, não sabemos direito o porquê, foi solicitada a comparecer no guichê e entrou primeiro. Acho que ela já tinha aprendido a ser paciente o suficiente antes dos demais. Após a entrada dela, a fila andou mais rápido e todo o grupo pôde, então, se acomodar naquela grande aeronave.
A viagem transcorreu muito bem. No cardápio de refeições tínhamos arroz, frango recheado, salada, pão e mousse de sobremesa. Para beber: água, suco de laranja e, para a alegria do PM, Coca-cola. Essa seria nossa última refeição brasileira pelos próximos 20 e poucos dias, mas a alegria era tanta que não víamos a hora de chegar, mesmo que tivéssemos que experimentar coisas com temperos e caras diferentes do que de costume.
Se me perguntassem qual é a sensação de pisar no solo africano pela primeira vez, creio que “muito calor” será a resposta primária. Calor climático e também humano. Estávamos como quem sonha e acorda repentinamente vivenciando o que parecia tão longe de acontecer. Talvez porque, particularmente, por muitas vezes me pus a pensar que iria servir a Deus nessa terra, mesmo que temporariamente e então, de repente, Ele me leva para Brasília e, através da igreja onde me colocou para servi-Lo, me dá de presente essa oportunidade. Obrigada, Senhor! É tudo o que meu coração quer dizer nessa hora.
Já eram aproximadamente 4h30 da manhã do dia seguinte.
02/07/05
Um novo dia que para nós parecia o mesmo de antes, apenas uma continuidade. Afinal, não vimos o sol se pôr, nem nascer outra vez e o fuso horário nos deixou “con-fusos”.
Agora estávamos literalmente no Sal, ilha do Sal em Cabo Verde. Aguardamos cerca de 50 minutos até tomarmos o novo avião, agora bem menor, 42 lugares. Próxima parada: Praia, último ponto antes do nosso destino final.
Descemos e, novamente, passamos pelo aeroporto para mostrar documentação e entregar o bilhete de passagem. O curioso é que todas as vezes que o PM passava pelo rastreador de metais, em todos os aeroportos, diga-se de passagem, o sinal identificador apitava. Demorou, mas ele então descobriu o motivo de tanta “implicância” das máquinas: eram acessórios metálicos no seu sapato.
Finalmente subimos no avião, certos de que chegaríamos, enfim, a Bissau. Porém, o avião desceu em escala em Dakar e a aeromoça pediu que fôssemos para o prédio do aeroporto enquanto limpava a aeronave. Demos a volta e entramos no prédio para sair no saguão do avião novamente, parecia brincadeira de criança. Passamos pelo identificador e... lá vai o pastor tirar os sapatos.
Já dentro do avião nos acomodamos na certeza de que estávamos na reta final. Mas, mais uma vez aprendemos a esperar. Nada de ansiedade, pessoal! Um tumulto aconteceu devido ao excesso de bagagens em Praia. Retiraram algumas malas de outros passageiros para colocarem nossas caixas. Eles reclamaram, com razão, e as providências foram tomadas: tiraram 4 de nossas 6 caixas e nos prometeram enviar nossas caixas em 2 dias. Sabíamos que esse seria nosso mais novo pedido de oração para o próximo dia, pois já tínhamos sido avisados dos constantes extravios de bagagens que ocorrem por lá.
A viagem foi bem tranqüila. O lanche trazia um bolinho que foi sucesso total. Era muito saboroso, feito com côco africano e amêndoas. Nossa primeira impressão do paladar africano foi ótima!
Ao avistarmos a tão esperada Bissau, nosso coração tremeu de alegria e de curiosidade. Os olhos cansados se abriram atentos a cada detalhe que pudesse ser explorado até a aterrissagem. É incrível o quanto nossa mente tão criativa é absolutamente incapaz de idealizar de maneira completa um universo como este, de tantos contrastes físicos. A realização da vontade do Senhor começava a se desenhar ali, naquele solo de savanas e planícies.
Descemos da aeronave, já aliviados pelo término deste grande trajeto de 26 horas. No saguão de desembarque do pequeno e isolado aeroporto Osvaldo Vieira, nos esperavam o pastor João, pastor Júlio Melo e missionário Basílio, nossos irmãos e compatriotas residentes em Guiné. Já tínhamos contatos via email com pr. Júlio e os conhecíamos por fotos. Foi uma alegria estar pessoalmente com eles e, posteriormente, com suas famílias.
As bagagens foram colocadas nas camionetes e seguimos para a residência da missão AMIDE, onde nos hospedaríamos nos primeiros dias.
No trajeto observávamos todo o novo contexto que nos emocionou e nos fez refletir bastante. Saímos da nossa capital federal e foi difícil compreender aquela cidade, também capital, tal como é, uma realidade de pobreza e baixíssimas condições de vida. Passando por algumas partes, parecia que estávamos em uma aldeia africana. Os relatos do pr. João ao longo do caminho confirmavam as impressões. Sabíamos que ali estava um povo amado de Deus que sofria pelos constantes conflitos de guerra e desigualdades sociais, povo cegado pelo animismo e desenganos do Inimigo, e tudo o que mais desejávamos era ser instrumentos desse amor do Senhor na vida daqueles que viessem a nós naqueles poucos dias. Quão pequenos nós somos, mas usa-nos, Senhor, como Tu queres!
Ao chegar na casa, fomos muito bem recepcionados por Upá e por Samba. Upá é um rapaz simpático e muito educado, o primeiro irmão na fé guineense que conhecemos. Prestou-se a nos ajudar nas acomodações e ofereceu-nos já nossa primeira aula de crioulo. Aprendemos com ele uma cantiga que acabou compondo o repertório MV por toda a viagem: “Deus fa si camiño”. (...)
Samba é um garoto de 10 anos, muito esperto e querido. Conquistou logo o coração de todos. O relato do pr. Júlio sobre como ele teve suas mãozinhas queimadas pela crueldade do seu pai, emocionou-nos muito. Porém, apesar do trauma, Samba agora é muito amado e sabe que Jesus também o ama. Ele mora, temporariamente, com o pr. Júlio e sua família, de quem tem recebido estudos e aprendido sobre o amor de Deus.
Bem, depois de toda a jornada até Bissau, só restava-nos agradecer ao Senhor e descansar. Estávamos bastante exaustos com os preparativos, a viagem e as emoções daqueles últimos dias e precisávamos do renovo do Senhor para os desafios dos próximos dias. Cansados sim, mas como estávamos felizes! (KT)

Pátria amada, BRASIL!!!


Texto de uma brasileira que mora na Holanda, Deborah Clasen - Pedagoga Empresarial
"SOBRE O BRASIL"


'Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil.
E realmente parece que é um vício falar mal do Brasil.
Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não é nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e (pasmem!) se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos - antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.
Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não- fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador. Em Paris , os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir para lá dar aulas de como conquistar o cliente.'
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.
O Brasil tem uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Os brasileiros são vítimas de vários crimes contra sua pátria, crenças, cultura, língua, etc...
Os brasileiros mais esclarecidos sabem que tem muitas razões para resgatar as raízes culturais.
Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atençào de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.
8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
9. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. NoMéxico, tem apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
12. Por que nao se orgulhar em dizer que o mercado editorial de livros é 20% maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano.
13. Que o Brasil tem o mais moderno sistema bancário do planeta?
14. Que as agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
15 Por que não se fala que o Brasil é o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
16. Por que não dizer que o Brasil é hoje a terceira maior democracia do mundo?
17. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
18. Por que não lembrar que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
19. Por que não se orgulhar de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. É! O Brasil é um país abençoado de fato.
20. Que os brasileiros são considerados os maiores amantes do mundo, enquanto que os ingleses e os árabes são os piores?
21. Que os brasileiros tomam banho todos os dias, às vezes mais de um por dia enquanto que os europeus tomam em média um por semana? O país do mundo onde a Gessy Lever mais vende sabonetes é o Brasil.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todosos credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Por que o brasileiro tem a mania de só ser nacionalista e patriota durante a Copa do Mundo?
Se fossem assim todos os dias, vibrante como é durante a Copa, talvez,hoje o Brasil seria uma super potência...

Bendita seja, querida pátria chamada Brasil!'

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sábias frases de Içami Tiba

"A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre."

"A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinqüente."

"O erro mais freqüente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo."

"A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."

(Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba em Curitiba, 23/07/08)